episÓdios
#001 | O primeiro encontro

Barbara, Isabelle e Sabrina estavam eufóricas. Os Hanson estavam para desembarcar no Rio de Janeiro pela manhã, e finalmente iam ver os três irmãos pelos quais esperavam há muito tempo.
Foram até ao aeroporto naquele dia quente de janeiro, mas o grande número de fãs aglomeradas no portão de desembarque, não possibilitou qualquer contato mais próximo com Isaac, Taylor e Zac. Tiraram fotos, gritaram - era impossível não gritar - e depois foram embora. Não ficaram decepcionadas com o pouco que tiveram, naquele mesmo dia aconteceria uma coletiva no hotel e elas estariam lá. A sorte das três era ainda maior; também tinham sido convidadas para a festa oferecida pela gravadora. Aconteceria à noite na boate do mesmo hotel. Esse era o momento mais aguardado por elas.
Durante a entrevista coletiva, Barbara, Isabelle e Sabrina não conseguiram desgrudar os olhos dos três irmãos. Elas prestaram atenção em cada movimento. Aquilo tudo era muito bom para ser verdade. Finalmente estavam próximas dos Hanson. Quando a entrevista terminou, elas foram apresentadas aos três por Bill, um amigo em comum. Os seis conversaram brevemente, elas entregaram presentes, tiraram fotos e pegaram autógrafos. Agora, finalmente, eles sabiam que elas existiam.
Isaac, Taylor e Zac tiveram que se retirar do local. Precisavam descansar para a próxima maratona de autógrafos e câmeras. Não estavam com vontade de ir à festa alguma, mas os compromissos tinham que ser cumpridos.
As três meninas tinham alugado um quarto no mesmo hotel, uma suíte comum, mas a hospedagem por três dias tinha lhes custado mais de 1000 reais. O que elas não fariam para estarem perto deles?
7 da noite e a dúvida maior era sobre qual roupa vestir. Isabelle, entre dois vestidos, perguntava às amigas se deveria usar o preto ou o vermelho.
_Vermelho -disse Barbara. _Se quer dar em cima do Taylor, nada melhor que vermelho.
_Chama atenção, é bonito, sexy e...vermelho! -completou Sabrina.
_Ok, vocês venceram! -Isabelle estava convencida de que o vermelho atraíria bons fluidos.
Barbara vestiu um pretinho básico com salto alto, e Sabrina, um vinho bem comportado se comparado ao de suas amigas.
_Vou arrasar, Zac não vai resistir! -disse Sabrina saltitante.
Quando o relógio anunciou 8 horas da noite, elas já estavam prontas para descer. Saíram, fecharam a porta do quarto, e pegaram o elevador rumo à boate do hotel.
_Todos os executivos da gravadora estarão lá... Oh meu Deus! -disse Barbara preocupada.
_Isso não é o pior, vão ter outras fãs! -concluiu Sabrina.
_Será que vamos conseguir colocar nossos planos em ação? -perguntou Isabelle.
_Tomara. -Barbara respirou fundo.
E então havia chegado a grande hora, não podiam mais recuar. O elevador estava, finalmente, parado no primeiro andar.
Dentro da pequena boate do hotel, Isabelle, Barbara e Sabrina não conseguiam enxergar nada à frente. Estavam trêmulas e muito nervosas.
Um burburinho de vozes era tudo o que conseguiam ouvir, e todas as três pareciam estar muito longe dali. O som de "I'm just a girl" servia de trilha sonora para aquele momento, e o cheiro de perfumes femininos misturava-se no ar. Taylor, Isaac e Zac ainda não tinham aparecido, mas estavam para chegar. Com o nervosismo e a ansiedade, nenhuma das três conseguiu comer, mesmo com tantas iguarias servidas naquela festa.
Taylor finalmente apareceu e sentou num sofá, um pouco distante das fãs. Chegou ao local tentando não chamar atenção.
Isabelle tomou um gole de vinho branco servido e lançou um olhar casual para Taylor. Ele estava como ela tinha imaginado: lindo, maravilhoso. Os cabelos loiros e compridos, perfeitos com os olhos azuis.
Ele tentou ser discreto, mas isso, claro, foi impossível. Taylor destoava daquelas pessoas. O blazer escuro e a camisa branca estavam combinando perfeitamente com ele.
Todos notaram sua presença. Conversando e fazendo inúmeras perguntas, as fãs mal o deixavam respirar. "Como está a turnê mundial?", perguntavam. Taylor respondia que tudo dependia, já que eles estavam passando por lugares não tão tranquilos como os países da Europa.
Isabelle permaneceu imóvel numa cadeira, observando Taylor com o coração apertado, e esperando que ele notasse sua presença. Porém, Taylor agia como se Isabelle fosse invisível, deixando apenas que seus olhos passassem por ela.
_Tenho certeza que Taylor vai ficar com aquela garota. -disse uma fã apontando para outra menina que se jogava em cima dele.
_Não sei... -respondeu Isabelle forçando um sorriso.
Ela sentiu seu corpo tremer, e reprimiu a vontade de esbofetear a intrusa. Barbara e Sabrina também conteram a raiva, não conseguiam encontrar Isaac e Zac em lugar algum.
Isabelle olhou para Walker que estava muito orgulhoso com o assédio das fãs em relação ao seu filho do meio.
Ela voltou a encarar Taylor, mas ele outra vez, agiu como se ela não estivesse ali. Isabelle sentiu a raiva invadir suas veias. "Maldito Taylor" "Maldito por fazer isso comigo! Quem ele pensa que é para me ignorar dessa forma?" E ela pensou que tinha cometido o erro de sonhar acordada com aquele dia, que até então não tinha significado nada. Estava se sentindo miserável. Tinha vontade de se aproximar de Taylor e dizer. "Ei, me olhe!", ela desejava gritar, "Por que não olha para mim?" Pelo resto da noite, ela fez um esforço tremendo para tentar sorrir, fingindo que se sentia feliz e satisfeita.
Barbara e Sabrina puderam comemorar a chegada dos outros dois irmãos. Juntos, eles tinham acabado de entrar na boate. Isaac vestia uma blusa verde de seda com uma calça preta, e estava com seu cabelo solto e ondulado, do jeito que Barbara gostava. Sabrina ficou feliz ao ver Zac com um imenso sorriso no rosto, combinando com a roupa vermelha que estava usando. Ele realmente gostava de chamar atenção.
Quando finalmente as últimas fãs foram embora, e a festa já estava quase vazia, as três levantaram e foram falar com eles. Não suportariam, nem mais um minuto, ficar diante dos Hanson sem fazer nada. Aproximaram-se timidamente e disseram "Oi". Eles olharam as meninas de cima a baixo, como se as reconhecessem, e Taylor decidiu quebrar o gelo.
_Está tudo bem com você? -perguntou para Isabelle.
_Estou com um pouco de dor de cabeça. -respondeu ela, o que não deixava de ser verdade.
Taylor levou a mão à testa de Isabelle e ela quase morreu de felicidade.
_Você está quente, deve estar com febre.
Comovida pela preocupação dele, ela sorriu.
_Deve ser por causa do fogo, depois eu tomo uma aspirina.
Isabelle notou a tamanha besteira que tinha acabado de dizer, mas estava muito nervosa para falar algo certo. Percebeu que Walker, sentado numa cadeira próxima, observava-os fixamente. "Droga!", pensou ela, "Como colocarei meu plano em prática com esse cara me olhando?" Ainda atordoada com o que tinha dito a Taylor, perguntou:
_Tem algum lugar aqui onde eu possa tomar essa aspirina? -perguntou tirando um comprimido da bolsa.
_Sim, na cozinha. -disse Taylor apontando para o lugar.
Isabelle sentiu aquilo como uma ordem "Xô, vá direto para a cozinha". Ela se dirigiu para lá e percebeu que alguém a seguia. O coração de Isabelle bateu mais forte quando se deu conta de que era Taylor. E então ela virou, ficando bem de frente para ele, lançando um olhar sedutor. Ela sabia fazer isso melhor que ninguém.
_Preciso falar com você. -comunicou ela.
Taylor enterrou os dedos na palma da mão, sentindo-se vulnerável. Ela perguntou:
_Você tinha me notado enquanto dava atenção para as outras fãs?
_Oh, sim. -respondeu ele com um certo cinismo, observando Isabelle da cabeça aos pés. _É claro que notei. "Muito bonita..." -falou em português.
As palavras soaram falsas. Ela o encarou em silêncio. E o silêncio tomou conta da cozinha, mais uma vez Taylor quebrou o gelo.
_Ouro? -ele estendeu uma das mãos, tocando de leve o colar no pescoço dela. _Seu pai que te deu?
_Como sabe? -Isabelle ficou impressionada com o chute certeiro de Taylor, e estava feliz por ele ter puxado papo. _Ele me deu quando fiz quinze anos.
Taylor retirou um de seus cordões do pescoço e deu à Isabelle.
_Aceite. -pediu ele.
_Taylor, estou emocionada. -disse ela, abraçando seu ídolo e sentindo as lágrimas prestes a cair. _Você não sabe o quanto isso significa pra mim. -confessou. _Por que está me dando esse colar?
_Você sabe! -respondeu Taylor.
_Não faça jogos de adivinhação, por favor.
_Nada. É melhor voltarmos para a festa. -disse Taylor, olhando Isabelle engolir uma aspirina. _Isaac, Zac e suas amigas devem estar nos esperando.
Taylor e Isabelle retornaram à sala onde Isaac, Barbara, Zac e Sabrina conversavam acomodados em um sofá. Isaac encarava Barbara com os olhos brilhando, e ela não conseguia medir a felicidade que estava sentindo. Zac tentava se mostrar um pouco maduro, pois Sabrina, mesmo com apenas 12 anos, já tinha deixado claro as suas intenções. Ela não queria ser apenas uma amiguinha, e ele, um pouco constrangido, fingia não entender. Isabelle, vendo aquela cena, concluiu que, o sofrimento durante a espera de dois longos anos tinha valido a pena. Agora estavam praticamente a sós com os irmãos Hanson. A presença de Walker e Diana não as deixariam inibidas, os olhares controladores não seriam barreiras.
Isabelle encarou Taylor e deu um risinho que refletia sua felicidade.
_Isso é tão louco!
_ Não é não! -respondeu Taylor, pausadamente.
Isabelle tentou se acalmar, para que ele não percebesse que estava nervosa.
_Por que você me deu o seu cordão? -insistiu, olhando diretamente para o rosto de Taylor.
Ele apenas respondeu:
_É tudo tão óbvio. -disse, passando a mão delicadamente no cabelo de Isabelle. _Você sabe exatamente.
_O quê?!
_Não se faça de desentendida e ingênua.
_Ingênua, eu? Você não me conhece... -disse Isabelle.
Ela balançou a cabeça.
_Tá legal, eu sei qual é a sua intenção, mas saiba que isso me magoa profundamente.
Isabelle retirou e devolveu o cordão que tinha recebido, mesmo sem saber, realmente, qual era a intenção por trás daquele presente. Ele só queria ser gentil com uma fã especial. Taylor falou:
_Eu não entendo. Por que me devolveu o cordão? Isso não era importante para você?
_Não me faça de boba. Não quero seu cordão. -disse Isabelle com lágrimas nos olhos. Ficou pensando se não se arrependeria disso depois.
_Oh, claro que não! -Taylor passou as mãos pelos cabelos dela. _Acha mesmo que não quer o cordão?
Isabelle olhou diretamente nos olhos dele, fazendo uma pausa.
_Eu amo você. -foi a resposta que ela deu.
_Você me ama? Eu ouvi bem? -perguntou prendendo o riso.
_Sim. -ela começou a se afastar, determinada a não ouvir mais nenhuma palavra de Taylor Hanson.
Quantas vezes não havia sonhado com ele, com seu sorriso? Quantas vezes não havia fantasiado, imaginando o que aconteceria quando esse dia chegasse?
As mãos dele puxaram Isabelle pela cintura.
_Não ouse sair daqui!
_Tire suas mãos de mim! -disse, com vergonha por ter dito que o amava.
Taylor olhou nos olhos dela, e, por um momento, o silêncio pairou sobre tudo.
Lágrimas começaram a descer pelo rosto de Isabelle. No minuto seguinte, os lábios de Taylor cobriram os dela num beijo. Por um breve momento, toda tensão daquela noite foi embora.
Isabelle estava nos braços de Taylor, o corpo dela encostado contra o peito dele, mal conseguia respirar. Finalmente Taylor estava tão próximo, tão seu!
_Isabelle?
Isabelle tremia. Foi então que ambos perceberam que todas as atenções daquela boate caíram sobre eles. O olhar fuzilador de Walker parecia não aprovar aquela cena, mas ele não se meteu.
Zac estava cochilando no sofá, e Sabrina, olhando o relógio que marcava 1 hora da manhã, se perguntou: "Quanto tempo terei que esperar?" Nesse momento, Walker levantou do sofá onde estava, acordou Zac e falou:
_Vamos para o quarto, você está muito cansado. Dê adeus para a sua amiguinha.
Zac, sonolento, falou "tchau" e saiu cambaleando ao lado de Walker.
Sabrina não conseguiu controlar as lágrimas, estava se sentindo a pior das mortais. Viu Zac sair da boate e pensou: "Maldito Zac, pirralho, não sabe o que perdeu!" Por um momento, ela desviou sua atenção para Barbara e Isaac que estavam conversando no sofá. Barbara acariciava os cabelos dele enquanto o papo rolava.
Pouco a pouco a boate foi esvaziando. Sabrina, sentindo-se sozinha, disse adeus para todos e foi em seguida para o quarto 701.
Isaac falava sem parar do verão brasileiro e Barbara prestava atenção em tudo. Ele já tinha se aproximado mais, e ela sentiu que faltava muito pouco para rolar um beijo. Isaac, reclamando da sede que o grande calor do Rio proporcionava, chamou Barbara até o bar e ofereceu a ela um refrigerante bem gelado.
_Não, obrigada. Tem champagne? -disse olhando para a cara dele.
_Champagne? -surpreendeu-se _Tudo bem, eu te acompanho.
Os dois permaneceram ali mesmo no bar. Barbara engoliu rapidamente a bebida e pediu outra. Estava muito nervosa, aquela noite estava prometendo ser a melhor de sua vida. Ao olhar nos olhos de Isaac, Barbara sentia como se ele já fosse seu, como se já tivessem estado juntos, como se devessem ficar juntos. Sabia que aquilo era loucura. Ao voltar de sua rápida divagação, Isaac estava sorrindo para ela.
_Acho que expulsamos sua amiga daqui, não é?
_Não, o culpado disso foi o Zac.
Percebeu que soara mal.
_Não quis dizer isso. -falou _Quis dizer que...
_Sei o que quis dizer, Zac ainda é um bobo.
_Ele não está namorando?
_Não exatamente. Ele ficou com uma menina em Tulsa, deve estar apaixonado por ela. Não tenho certeza.
_E quanto a você?
Isaac deu ombros.
_Quem iria me querer?
"Seu bastardo", pensou Barbara, "Olhe em volta". Milhões de garotas atrás, e ele com aquele papo, se fingindo de coitadinho. Coitadinha dela que estava tentando beijá-lo, de qualquer jeito, mas sem sucesso.
_O que achou das argentinas? -perguntou Barbara.
_Ótimas. -disse ele delicadamente. _Eu não tive muito tempo para saber mais sobre elas. Estava ocupado com as entrevistas.
"Para o inferno com sua falta de tempo", pensou ela. Disse em voz alta:
_Tenho pena daquelas garotas. Veja só o que elas perderam. -disse, passando a mão no peito dele.
Isaac ficou espantado.
_Barbara... Quer outro drinque? -interrompeu rapidamente.
_De jeito nenhum, acho que já bebi demais por hoje.
_Está bem, desculpe. Na verdade, eu também não estou acostumado a beber. -Isaac sorriu.
_Muita bebida nos torna inconsequentes. -completou Barbara.
_Bem, Zac não precisa beber para ser inconsequente. -falou Isaac, tentando descontrair. Ele lançou um olhar para Barbara, encorajando-a a se declarar.
_Ike...
_O quê? -perguntou.
_Posso te pedir uma coisa? -perguntou um pouco tímida.
Aquilo não podia continuar. Era óbvio que os dois se comiam com os olhos e não havia mais motivo para levarem aquilo adiante.
_O que quer de mim?
_Tudo. -respondeu suavemente. _Quero você.
Isaac a encarou por alguns segundos, pegou nas duas mãos dela, e em seguida a beijou. Depois do beijo ardente, Barbara se afastou e disse atordoada:
_Eu não posso, sou de outro, não posso fazer isso.
_Que quer dizer com isso?
_Não sei...
Barbara não queria dizer a verdade, se Isaac soubesse que ela estava traindo seu namorado, provavelmente não ficaria com ela.
_...Estou de ressaca. -ela completou
Ele riu, parecendo confuso. Hora ela dizia que era de outro, hora dizia que estava de ressaca.
_Eu conheço um tratamento maravilhoso para ressacas. -pegou Barbara pelas mãos e saiu da boate.
_Para onde estamos indo?
_Olhar as estrelas.
Os dois foram para piscina, enquanto Taylor e Isabelle continuavam na boate conversando. Taylor contava piadas e ela ria sem parar... depois de muitos risos, ele a perguntou se queria uma taça de vinho.
_Sim, por favor.
Isabelle levantou do sofá, onde tinha ficado sentada durante horas, e foi até a varanda da boate olhar o mar.
Taylor voltou e entregou a ela uma taça cheia de bebida.
_Procurando navios piratas? -perguntou, com um sorriso.
_Piratas?!
_Sim. -ele riu. _Homens de olhos tapados e pernas de pau. Navios cheios de ouro, prata e barris de uísque. Eles estão em todas as ilhas daqui, não sabia?
_Eu não sabia.... -disse Isabelle sorrindo e olhando para pequenas luzes cintilando na água.
_Eles aguardam o momento certo para desembarcar em terra firme e raptar você. -prosseguiu Taylor, em um tom de voz sombrio.
_Você está alguns séculos atrasado. -sussurrou ela.
_Cadê o seu poder de imaginação? -perguntou Taylor.
_Bem, ser raptada por um pirata da perna de pau não faz parte das minhas fantasias. -explicou. _Mas se isso acontecesse eu gritaria, daria pontapés e com certeza desmaiaria.
_Você seria então amordaçada, levada para uma terra distante e vendida para um sheik.
Ela franziu a testa.
_Não gostaria de viver com um sheik romântico? -perguntou ele.
Ela considerou a idéia e então torceu o nariz.
_Não se ele tivesse um harém cheio de mulheres. Mas... o que mais poderá acontecer se eu for raptada?
_Terá que ser resgatada, eu suponho. O resto da história eu não sei.
Isabelle terminou de beber o vinho e sorriu.
_Você começou, agora termine! -exigiu.
_Bom, vamos supor então que você se apaixone perdidamente pelo sheik. Não precisará ser resgatada...
Havia dúvida no rosto de Isabelle.
_Mas terá que ser um Sheik sem harém. -brincou ela.
Taylor fez uma careta.
_Um sheik sem mulheres... isso é difícil de engolir!
_Ou as coisas são assim ou então precisarei ser resgatada.
Ele pensou por um momento.
_Bem, o sheik é jovem e solteiro, só você poderá lhe trazer felicidade. -a mão de Taylor tocou os cabelos dela. _É jovem, bonita... -ele prosseguiu. _É capaz de cativá-lo totalmente.
Isabelle sacudiu a cabeça.
_Preciso de mais vinho. -Taylor se afastou do parapeito e foi buscar uma taça, entregou uma também a ela.
Depois, ele sentou numa poltrona e deu pancadinhas na almofada ao seu lado.
_Senta aqui.
Ela obedeceu, achando bastante graça na brincadeira.
_Quero ser resgatada. -pediu a seguir. _Eu não acredito em sheiks.
_Mas seria tão romântico...
Isabelle engasgou com a bebida. Começou a tossir e a contorcer o rosto. Taylor correu para ajudar, entregando a ela um guardanapo para que secasse os olhos.
_Sinto muito.
_Tudo bem. -ela puxou a respiração. _Mas então, você vai me resgatar?
Taylor concordou.
_Mas e se isso demorar um pouquinho. Você vai me esperar?
_Claro. -disse Isabelle. _Eu esperaria a vida toda se fosse preciso.
_Você é mesmo obstinada!
_Eu sei. -suspirou ela. _Ás vezes fico cansada da minha obstinação.
_E por quê?
_É cansativo olhar sempre na mesma direção.
Isabelle colocou a cabeça no ombro dele e fechou os olhos. Estava se sentindo anestesiada, e a sensação era muito boa.
_Depois que eu te resgatar, você nao precisará mais sofrer. -Taylor colocou o braço em torno dela. _Vou desafiar a fome, a sede, os perigos do deserto, até te encontrar. Vou envenenar todos os habitantes do palácio e entrar no seu quarto na calada da noite. Como estou indo?
_Muito bem.
_Quando me encontrar, ficará feliz?
Ela fez que sim com a cabeça.
Taylor puxou Isabelle para mais perto, e ela recostou a cabeça contra o peito dele ouvindo as batidas de seu coração.
Era mais que confortável se aconchegar junto ao corpo de Taylor, mas em algum lugar de sua mente, Isabelle sabia que algo não estava certo. Não sabia determinar o que era, então afastou o pensamento. Ela abriu os olhos. O céu, negro e misterioso, apresentava um espetáculo de estrelas e constelações distantes. A noite era mágica.
Isabelle sorriu e levantou o olhos para Taylor. O rosto dele muito próximo, quase tocando o seu. Como queria que ele a beijasse de novo.
_Você já foi ao deserto?
_Não.
Ele riu. Em seguida inclinou a cabeça para roçar os lábios nos dela. Isabelle sentiu o pulso acelerado.
_Me beije. -ela pediu em silêncio.
Os olhos de Taylor, fixaram nos dela, mas como se uma luz dentro dele tivesse apagado, o desejo foi de repente embora. Soltou Isabelle devagar e continuou:
_É muito difícil resgatar uma mulher de um sheik. Estou muito cansado. -ele se levantou, depois puxou Isabelle pela mão. _Vamos, é melhor eu ir, hora de dormir.
Com os braços em torno de Isabelle, ele a levou para dentro da boate. Na porta, ele a beijou.
_Boa noite, Isabelle. Não sonhe com o sheik.
"Por favor", ela queria gritar, "Fique comigo, eu preciso de você". Mas as palavras não saíram, e Isabelle ficou lá se sentindo desolada e sozinha, deitada num do sofás.
Isaac e Barbara, sentados perto da piscina, conversavam.
_Por que você disse que era de outro?
Barbara, sabendo que ele não desistiria até que ela contasse a verdade, resolveu abrir logo o jogo.
_Eu tenho namorado. Desculpa, eu não posso fazer nada.
Isaac ficou imóvel olhando para ela, e Barbara disse numa voz fraca:
_Eu pertenço a outro garoto.
_Onde está sua aliança? -perguntou Isaac.
Isaac olhou para as mãos de Barbara e viu apenas um anel de prata igualzinho ao dele. Estava aí a resposta que ele queria. Por mais que ela quisesse esconder, na verdade seu coração pertencia a Isaac. Sentindo que não ia resistir, passou depressa por ele, tentando fugir. Isaac pegou o braço de Barbara.
_Barbara, o que você quer de mim? -começou. _ Você me provocou lá na festa e agora vai me deixar aqui sozinho?
_Você está me torturando. -disse com lágrimas nos olhos.
_Você tem que saber o que quer? -encarou Barbara, ao mesmo tempo que limpava as lágrimas que caíam pelo rosto dela.
Barbara olhou para Isaac e viu um rosto incrivelmente bonito.
_Quer ficar aqui ou quer voltar para a boate? -ele perguntou.
Ela sacudiu a cabeça.
_Tanto faz.
_Ficaremos aqui então.
Isaac era mesmo uma pessoa sensível e delicada.
Barbara tentou dizer a si mesma que era livre para dizer não, para ir embora. Como era possível amar seu namorado e, ao mesmo tempo, se sentir daquele jeito por Isaac?
_Se é que ajuda alguma coisa... -disse Isaac suavemente _Eu estou tão preocupado quanto você.
_Obrigada.
O que mais a preocupava naquele momento era o fato de estar traindo seu namorado. Ele era bom demais para ser magoado. Barbara sabia disso, como também sabia que o que estava fazendo era errado, mas parecia já não ter mais vontade própria.
_Está com calor? -perguntou Isaac.
_Não.
_Quer uma bebida?
_Não. -disse ela. _Me abrace.
Isaac a abraçou fortemente, e os dois ficaram colados durante alguns minutos. De repente, os dois escutaram passos, era Taylor que se aproximava.
_Desculpe interromper. -disse Taylor embarassado. _Ike, você está com as chaves do quarto?
_Já vai dormir? -Isaac ficou surpreso.
_Temos passagem de som pela manhã... Se lembra? -falou Taylor com tom de responsabilidade.
"Droga! Taylor veio tirar Ike de mim", pensou Barbara, "Preciso fazer algo para ele desistir".
_Cadê minha amiga Isabelle? Ela não estava com você? -perguntou.
_Ficou lá na boate.
_Sozinha?
_Ah, Taylor, relaxe, volte para lá e divirta-se. -falou Isaac.
Taylor parou para pensar e concluiu que voltar para a boate era realmente a melhor opção. Isaac estava com uma garota e ele não queria ficar para trás.
_Ok, eu vou voltar para a festa.
Eram 3 da manhã. Ao entrar na boate novamente, Taylor ficou impressionado. O lugar estava totalmente vazio. Foi até o sofá onde Isabelle cochilava e sentou ao lado dela. Isabelle abriu os olhos assustada.
_Taylor??? Que horas são?
_Três da manhã.
_O que estou fazendo aqui?
_Você deve ter cochilado um pouco.
_E você?
_Desisti de dormir.
Taylor esticou o braço e puxou Isabelle ao encontro de seu corpo. Ela se aconchegou junto a Taylor, passando os lábios nos dele.
Zac, deitado no quarto dos pais, abriu os olhos e viu o relógio marcando quase 4 horas. "Nossa! Tenho que ir par ao meu quarto", pensou ainda meio tonto. Abriu vagarosamente a porta e saiu. Sem as chaves, bateu repetidamente na porta até constatar que não havia alguém lá dentro. Ficou trancado no corredor. "Droga!", disse. Ele precisava encontrar os irmãos. Retornou à festa, que agora não passava de uma boate vazia, e foi falar com Taylor.
_Oi. -disse Zac com um tímido sorriso no rosto e a cara amassada.
_Você ainda está acordado? -perguntou Taylor.
_Não, Taylor, é que eu sou sonâmbulo e desci até aqui só pra te pertubar! -disse Zac, meio brincando, meio estúpido. _Me dê as chaves do quarto!
_Por que deveria?
_Porque estou com sono e quero dormir.
_Eu não posso te dar as chaves porque elas estão com o Isaac.
_Onde ele está?
_Na piscina. -disse Taylor _Por que você não fica aqui?
_Muito bom, Taylor, talvez se eu fosse um cinzeiro... -respondeu Zac ironicamente.
_Por que você não acorda a Sabrina? -sugeriu Isabelle. _Ela adoraria te fazer compania.
_Eu não posso fazer isso, odeio ser acordado. Sabrina também deve odiar.
_Não se for por você! -falou Isabelle maliciosamente, enfatizando o você.
_Oh, ok! -pensou Zac. _É só bater na porta?
_Veja se ela deixou a chave embaixo do tapete.
_Tem certeza que ela não ficará chateada?
_Tenho. -garantiu Isabelle.
Zac subiu até o sétimo andar, pegou a chave da porta e entrou silenciosamente. Colocou as chaves em cima da cômoda e se aproximou da cama onde Sabrina dormia. Se perguntou se deveria mesmo acordá-la. Devia sacudí-la? Acender as luzes?
Ele decidiu colocar a ponta de seu longo cabelo dentro do ouvido dela. Sabrina pulou com o susto. Ela deu um berro e depois fez várias perguntas, sem se dar conta do que estava acontecendo.
_Zac? O que você está fazendo aqui? Quem deixou você entrar?
Ela colocou as mãos no rosto e gritou:
_Não me olhe!!!
_Já estou olhando. -disse Zac sorrindo.
_Você está mesmo aqui ou eu estou sonhando?
_Estou realmente aqui. Vim pedir desculpas por não ter dado muita atenção a você lá na festa. -disse Zac.
_Tudo bem, não tem problema.
Sabrina percebeu que estava usando uma pequena camisola e sentiu vergonha. Pegou o lençol da cama e se enrolou. Zac a observava, ainda um pouco sonolento. Ele bocejou e, em seguida, perguntou:
_Gostaria de fazer algo especial?
_Sugira alguma coisa.
Zac estava olhando direto para os seios dela, cobertos pelo fino pano da camisola. Sabrina percebeu.
_Um centavo pelos seus pensamentos. -disse ele.
_Estava apenas pensando em você. -disse, se insinuando para ele, que sorriu.
_Foi mal, Sabrina, eu não quis parecer um idiota lá na festa.
_Tudo bem, Zac, aquilo já passou. -disse Sabrina tocando, com uma de suas mãos, o cabelo macio dele.
Ela estava feliz por estar ali com Zac, tinha muitas idéias em sua cabecinha. Sabia que poderia ser emocionante ter sua primeira relação sexual com alguém tão inexperiente quanto ela. E ele não era qualquer um, era Zachary Walker Hanson. Ela sabia que a primeira vez poderia doer, mas não queria pensar na dor, queria apenas fazer as coisas acontecerem.
_Parece que você está a milhões de quilômetros de distância, volte. -disse Zac. _Não sei porque não nos tornamos amigos antes.
_Nem eu. -disse Sabrina. Não era só amizade o que ela queria.
_Eu fui um idiota, deixei de te olhar naquela festa para dormir. -sorriu Zac. _Você é muito bonita, sabia?
_Obrigada.
Sabrina pensou que as coisas estavam começando a melhorar. O comentário de Zac poderia ser um sinal de que estava interessado.
Zac tocou o rosto dela. Sabrina parecia nervosa.
_O que há? -perguntou ele.
_Nada, apenas excitada por estar com você.
Zac a olhou de maneira esquisita, os olhos estudando cada detalhe de seu corpo, descendo até os seios.
_Também me sinto assim.
Zac pegou nas mãos de Sabrina.
_Você está com as mãos frias. -comentou.
_Mas outras coisas estão bem quentes.
Sabrina se deu conta do que tinha falado, e quase se arrependeu quando viu a cara de desentendido que ele fez. Ela queria se esconder. Pediu licença e foi até o banheiro. Ficou lá sentada, se olhando no espelho, pensando no que ia fazer. Já tinha, várias vezes, se insinuado para Zac de maneira sutil, mas ele parecia não entender as reais intenções dela. Olhou a banheira de hidromassagem e teve uma idéia brilhante. Girou a torneira imediatamente.
Taylor, sozinho com Isabelle na boate, deslizava suas mãos pelas costas dela. O clima entre os dois estava ficando quente.
_Esperei tanto por você. -ela sussurrou e, de repente, seus olhos se encheram de lágrimas.
_Ssh... -ele a silenciou, fazendo um carícia leve no rosto. _Está tudo bem agora.
_Abrace-me, Tay, por favor. -implorou Isabelle.
Não sabia por que chorava. Isabelle pressionou o rosto contra o peito dele, deixando cair as lágrimas.
_Estou com medo.
_Por quê? -Taylor tocou os cabelos dela de maneira suave.
_Não sei.
Taylor tentou tranquilizar Isabelle beijando a sua testa e, de leve, levou as mãos até as coxas dela. O toque afastou todas as coisas da mente de Isabelle, e ela deixou escapar um suspiro.
_Isso é um sonho? -perguntou.
_Não. -respondeu Taylor. _Não é um sonho. -ele levantou o rosto de Isabelle e a beijou nos lábios novamente.
Mas claro que era um sonho. Estar nos braços de Taylor Hanson, sentindo que todo seu corpo respondia ao toque daquelas mãos.
_Tay. -susurrou ela. _Eu te quero tanto, tanto...
_Ssh.. -ele colocou um dedo em seus lábios. _Eu também te quero.
Desabotoando um pouco o vestido de Isabelle, Taylor beijou primeiramente os seios... Sentindo que ia se afogar naquelas carícias, ela o agarrou instintivamente, como se fosse um náufrago que estivesse prestes a perder a vida.
_Relaxe. -pediu ele com calma. _Eu não vou fugir.
_Faça amor comigo, Taylor, por favor...
_Estou tentando. -foi a resposta dele, deixando escapar um risinho.
As janelas abertas traziam o som do vento nas palmeiras, das ondas quebrando na praia. Os movimentos lentos foram substituídos pela paixão que tomou conta de ambos. A boca e as mãos de Taylor acariciavam cada centímetro do corpo dela, e Isabelle foi ao paraíso... correspondeu às carícias com todo o desejo há muito reprimido.
Saciada e ofegante, Isabelle ouvia as ondas do mar e sorria. Os dois corpos ficaram unidos por algum tempo, e ele não a soltou, pousando uma das mãos sobre os seios, puxando-a de encontro a si. Como se qualquer ruído fosse quebrar a magia daquele instante, eles não disseram uma palavra.
Depois, porém, Isabelle se sentiu arrependida do que acabara de fazer.
_Algo errado? -perguntou Taylor.
_Não sei. -a voz dela estava diferente.
Sentindo que precisava parar para pensar, ela encostou no sofá e fechou os olhos.
Isabelle escondeu o rosto. Será que tinha cometido um erro? O que tinham acabado de fazer não era exatamente amor. Como pôde ser tão estúpida?
Taylor tocou os cabelos dela.
_Tudo bem, Isabelle?
Ela se afastou do toque.
_Sinto muito. -sussurrou.
Mas ela pensou no quanto tinha desejado estar com ele naquela situação. Aquilo tudo não podia ser considerado um erro total.
Taylor pegou em uma das mãos dela.
_Isabelle, deita aqui.
Ela se afastou do toque novamente.
_Não!
Taylor sentou ao lado dela.
_O que aconteceu? -perguntou confuso.
_Como assim? Está tudo errado! -as lágrimas apareceram mais uma vez.
Taylor tocou novamente os cabelos de Isabelle.
_Nada errado, Isabelle. O que aconteceu foi algo especial. -disse. _Não pode se arrepender do que fez.
_Eu sei. Eu não me arrependo. Eu só estou um pouco assustada, foi tudo muito rápido.
_Mas nós dois queríamos isso. Venha, me abrace! -pediu Taylor colocando o cabelo para trás da orelha.
Isabelle o abraçou e os dois se beijaram novamente, fazendo com que aquela situação melhorasse um pouco.
Havia passado muito tempo, quando, finalmente, Sabrina resolveu abrir a porta do banheiro.
_Já estava achando que você estava morta aí dentro. -disse Zac ironicamente.
_Venha. -foi bastante ousada, pegando Zac pelas mãos.
_O que quer me mostrar? -perguntou ingenuamente._Há algo errado?
_Não, não. Apenas, venha cá. -disse Sabrina.
Após Zac entrar, Sabrina fechou a porta. Ela mal podia acreditar.
Zac se aproximou e perguntou:
_O que há de errado aqui?
_Como assim, "O que há de errado aqui"?
Zac olhou a banheira de hidromassagem cheia de espuma e entendeu tudo. Estava muito nervoso e então perguntou a ela:
_Você já fez isso antes, não fez, Sabrina?
_Bem... -ela não respondeu, mas claro que nunca tinha feito nada parecido.
Sabrina tomou a iniciativa e abraçou Zac. Ele a beijou com força, empurrando, sem jeito, a língua em sua boca. Sabrina sentiu uma umidade dentro de si, enquanto notava sua calcinha ficar molhada. Apertou Zac com mais força.
_Vamos tirar a roupa. -disse Zac. Afastou-se dela e começou a tirar a camisa.
_Não, deixa que eu tiro. -disse ela.
Depois de despi-lo, Sabrina tirou sua própria roupa.
_Você é linda. -disse com os olhos brilhando.
Zac, sem saber direito o que fazer, abaixou para beijar os seios dela, e viu de relance no espelho a imagem dos dois. Tudo dentro de Sabrina dizia que aquilo era feio e errado, mas agora não era mais possível parar.
Zac, de cuecas, sentou no chão para tirar as meias.
_Estou falando sério, Sabrina... -disse. _Você é a coisa mais linda que já vi.
Ele se levantou e, totalmente sem jeito, deixou a cueca escorregar para o chão. Ansioso e nervoso, Zac não aguentou a pressão quando Sabrina o encarou despido. Um silêncio tomou conta daquele banheiro, e vermelho de vergonha, ele falou:
_Sabrina, eu não sei o que fazer agora. -falou cobrindo suas partes íntimas com a palma das mãos.
Sabrina lutou contra as lágrimas que ameaçavam cair.
_Sabrina, por favor, diga alguma coisa. -os braços dele a envolveram. _Não chore, por favor, não chore.
Zac disse palavras que nem ele mesmo compreendia. Quando as lágrimas acabaram, Sabrina encostou sua cabeça contra o peito dele.
_Sinto muito.
_Não precisa pedir desculpas. Olhe para mim.
Ela mordeu o lábio e o encarou com timidez.
_Podemos tentar outra hora. -disse Zac. _Vamos começar tudo de novo e fazer dar certo.
Zac pegou um pouco de espuma com uma das mãos e jogou em cima dela, descontraindo. Ela respondeu fazendo o mesmo, e quando se deram conta, já estavam os dois dentro da banheira, um "afogando" o outro. De vez em quando se beijavam, mas já tinham esquecido o sexo. Tudo aquilo tinha se transformado numa verdadeira brincadeira. Tinham chegado a conclusão que era cedo demais para tentar de novo.
As coisas entre Isaac e Barbara também já tinham chegado ao ponto de explodir. Isaac sugeriu que subissem para o quarto dele. Barbara relutou em aceitar, mas acabou subindo com ele. Ao chegarem no quarto, Isaac delicadamente tomou Barbara nos braços e a beijou. Ela teve a impressão de que seu corpo se incendiava. Sem uma palavra, Isaac a levou para perto da cama e ambos se despiram em silêncio. Ela se estendeu na cama, nua, e Isaac deitou ao seu lado.
_Ike...
Os lábios dele cobriram os dela, enquanto as mãos percorriam o corpo, e Barbara se esqueceu de tudo, menos do prazer que lhe estava acontecendo. Finalmente os dois estavam juntos, e aquilo fazia girar o quarto, o mundo, o universo... No fim, Barbara estava exausta e atordoada. Abraçou Isaac fortemente para que nunca pudesse se afastar, para que aquela sensação nunca mais parasse. Havia uma alegria estranha, que ela jamais sonhara ser possível. Compreendeu que, mesmo que jamais encontrasse Isaac novamente, seria grata a ele pelo resto da vida. Ele era impressionante na cama.
_Barbara?
_Sim?
_Poderia tirar as unhas de minhas costas?
_Oh, sinto muito!
_Não faz mal. Você está feliz?
_Feliz?
Seus lábios tremeram e, de repente, ela começou a chorar.
_Sinto muito. -disse ela. _Não sei o que me faz chorar assim.
_Desapontamento?
Barbara olhou depressa para ele, pronta para protestar, e então viu que ele a estava provocando. Começaram tudo novamente. Foi ainda mais incrível do que a primeira vez. Depois, ficaram deitados, e ele falou por longos minutos, mas Barbara não escutou. Tudo o que queria era ouvir o som de sua voz e não importava o que estivesse dizendo. Sabia que jamais poderia existir alguém para ela senão Isaac e sabia que Isaac jamais poderia ser dela, provavelmente nunca mais o veria. Percebeu que ele tinha parado de falar e estava somente olhando para ela.
_Você não ouviu uma palavra do que eu disse.
_Desculpe. -disse ela. _Eu estava sonhando acordada.
_Você é linda, Barbara.
Ela sabia que teria que dizer adeus brevemente, mas não podia culpá-lo. A culpa era só dela, sabia onde tinha se metido.
Ele deslizou os braços em torno dela e a abraçou.
_Sabe que você é uma garota muito especial? Percebi isto desde que a vi pela primeira vez hoje.
Ela encostou a cabeça no peito dele e o abraçou com força, se despedindo silenciosamente.
_Estou com fome. -disse ele. _Sabe o que estou com vontade de comer?
Barbara sorriu.
_É claro que sei.
Isaac sorriu para ela.
_Sabe de uma coisa? Você é uma maníaca sexual. -ele brincou
Barbara levantou os olhos para ele.
_Você que é.
Zac e Sabrina estavam com os dedos das mãos enrrugados. Decididamente, tinham que sair daquela banheira. Zac pegou as roupas e se vestiu, depois sentou na cama para que Sabrina secasse o cabelo dele com uma toalha.
_Cuidado para não puxar meu cabelo! -disse.
_Você vai embora, Zac?
_Tenho que dormir por causa da passagem de som. É amanhã às nove horas. Quer ir?
Sabrina ficou muito feliz com o convite.
_Claro. Posso ir mesmo?
_Pode. Encontre comigo às oito da manhã lá no hall. Chame suas amigas também.
_Tudo bem, é claro que nós vamos! -ela estava explodindo de felicidade.
Taylor percebeu que eram 5 da manhã e resolveu subir para o quarto. Não tinha dormido nada ainda. Pegou Isabelle pelas mãos e subiram os dois, cada um com destino ao seu respectivo quarto. Eles se despediram no sétimo andar, onde Isabelle tinha que descer. Zac apareceu quando eles estavam dando o último beijo.
_Parece que estou atrapalhando novamente... -disse Zac.
_Que nada, preciso ir. Tchau garotos. -disse Isabelle largando a porta do elevador.
Ao chegar no quarto, ela encontrou Sabrina com um modesto sorriso no rosto e foi logo começando o interrogatório. As duas tinham muito o que contar uma para a outra.
Barbara e Isaac, deitados lado a lado, haviam esquecido da hora e levaram um susto quando escutaram alguém batendo à porta.
_IKE!!! -gritou Zac. _Posso entrar?
_Um momento, Zac, espere um pouquinho. -respondeu Isaac, vestindo-se rapidamente.
Barbara beijou Isaac pela última vez e falou:
_Espero te encontrar amanhã. Você é inesquecível.
_Nos veremos com certeza!
A segurança transmitida pela voz de Isaac a deixou tranquila. Ele abriu a porta para que ela pudesse sair e para que seus irmãos pudessem entrar.
_Até amanhã! -falou Isaac sorrindo.
Zac entrou no quarto sendo seguido por Taylor, que quase não conseguia ficar em pé. A noite tinha sido muito mais do que ele esperava, restava agora descansar. O dia seguinte seria ainda mais cansativo. Ao pensar nisso, Taylor se jogou no chão e falou para si mesmo:
_Oh meu Deus, o que eu fiz?
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