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EpisÓdios
#030 | Tentar de novo

Isaac estava no avião, a caminho do Brasil. Nas mãos, carregava uma sacola cheia de coisas para o bebê. Tinha comprado tudo no dia anterior. "Não vejo a hora de ver a Barbara. Espero que ela tenha esquecido aquela idéia de tomar remédios.."

Barbara saiu de casa cedo naquele sábado. Disse a mãe que ia ao shopping com Sabrina, mas na verdade fora a outro lugar. Decidida a livrar-se do filho, foi com Sabrina até uma clínica de aborto na zona norte da cidade.

Não havia placa alguma na fachada, ninguém nunca desconfiaria que aquele lugar era uma clínica de aborto, a não ser pelo entra e sai de meninas e mulheres de todas as idades. Funcionava num sobrado pintado de cor-de-rosa, com um jardim bem cuidado na frente, e nada mais.

Barbara entrou e ficou na sala de espera, onde estavam outras garotas, todas bastante preocupadas. Para esquecer o real motivo que a levara ali, Barbara começou a reparar nas coisas à sua volta. O lugar era bastante limpo, e isso fez com que ela respirasse aliviada. O preço era alto, mas, pelo menos ali, sentia que seria melhor atendida.

Mais assustada do que Barbara, estava Sabrina, era tudo muito esquisito para ela, ainda mais por ser totalmente contra o aborto, mas sua amiga estava precisando de ajuda.

Depois de longos minutos na salinha de espera, o médico chamou Barbara. Ele perguntou a idade dela, o tempo de gravidez, se era alérgica a algum tipo de medicamento, e por fim, se já tinha pensado bastante no assunto e estava segura da sua decisão.

Ela fechou os olhos ainda sentada numa cadeira, pensou em Isaac, no sucesso dele, na rejeição, em todas as outras coisas, e por fim disse:

_Sim... é isso mesmo que eu quero.

Sabrina ficou assustada ao ouvir-lhe a decisão, pois achava que a amiga iria desistir.

Barbara e Sabrina foram levadas para um quarto no andar de cima, onde havia uma cama cirúrgica e um sofá. Sabrina acomodou-se nele. A enfermeira preparava os instrumentos, e o som que faziam ao bater na bandeja metálica ressoou no silêncio que tinha se instalado entre elas.
O médico se aproximou com uma seringa e já estava curvando-se para aplicá-la quando notou a inquietação de Barbara na cama. Ele parou e disse-lhe:

_O que houve? Mudou de idéia? Ainda está em tempo...

Sabrina se aproximou e viu a amiga ali estendida, pálida, e pensou: "mude de idéia". Os olhos de Barbara brilhavam, trocou olhares com a amiga e ambas ficaram com os olhos cheios de lágrimas.

_Sabrina, me ajude... eu quero ter esse bebê.

Sabrina enxugou as lágrimas e sorriu.

_Claro minha amiga, farei o possível, eu sabia que você ia desistir. Vamos.

O Doutor se afastou e a enfermeira ajudou Barbara a se recompor. Ela abraçou Sabrina e as duas ficaram chorando juntas. Saíram daquele lugar e foram respirar outros ares.

_Não conte para o Ike, Sabrina.

_Não vou contar, se você quiser, conte você. Ai, Barbara, que bom que desistiu daquilo. Ike ia te matar quando soubesse.

_Ele já está me matando... não preciso fazer mais nada de errado para ele me castigar, apenas existir.

_Pare com isso, vai... São 11 da manhã, vamos até lá em casa. Você almoça comigo, tentaremos nos divertir um pouco, e depois você volta para casa. Topa?

_Claro. Você é demais, Bina, obrigada.

Isaac, ainda no avião, viajava ao lado de um casal de idosos, que para a sorte dele não tinha pertubado até aquele momento. Estava feliz por não ter sido notado por eles e nem por uma excursão de adolescentes brasileiros que estavam voltando das férias na Flórida.

Desembarcou no Rio de Janeiro às 3 da tarde, apenas com a mala de mão. Foi até o Free Shop, comprou muitas barras de chocolate para Barbara e depois foi procurar um taxi. Retirou do bolso o papel onde havia anotado o endereço da ex, ou, novamente atual namorada, e partiu.

No caminho até a casa de Barbara, Isaac ficou observando a paisagem da cidade que conhecera tão pouco da última vez. Ficou triste ao ver a pobreza nas favelas e crianças nas ruas pedindo dinheiro. Aquela era uma outra realidade, diferente do mundo ao qual pertencia. Miséria e fome não faziam parte da vida dele.

Quando Isaac chegou à casa de Barbara, ela não havia chegado ainda. Foi recebido pelos pais dela. Após as formalidades, os três sentaram no sofá e Marília perguntou se ele gostaria de comer ou beber algo.

_Não, obrigado.

_E então, você veio sem avisar nada... O que te trouxe até aqui? -perguntou Carlos, o pai.

_Vim falar com Barbara, pedir desculpas, saber do nosso filho... Vim sem avisar para fazer uma surpresa. -disse Isaac, sem graça.

_E por que você acha que a Barbara deveria te desculpar depois de tudo o que você fez? -perguntou Marília, demostrando mais uma vez que não gostava dele.

_Sinceramente, eu não sei... Talvez pelo amor que sentimos um pelo outro. Estou disposto a recomeçar, e espero que ela aceite o meu perdão.

_Barbara ficou muito triste com o que você disse no programa do David Letterman.

_Eu sei, sr. Carlos. Na verdade eu não sei por que falei aquilo. Eu nunca deixei de amar sua filha, fui muito estúpido. Se ela aceitar o meu perdão, te garanto que serei um bom pai, serei carinhoso com ela...

_Como você promete uma coisa dessas se vive pelo mundo fazendo shows? -perguntou Marília.

_Levarei Barbara comigo, se ela quiser ir, é claro.

_Ela tem uma vida aqui. Estudos, família...

_Sra, eu acho que isso é uma coisa que ela terá que decidir, Barbara já tem 21 anos, ela sabe o que é melhor para ela. Acho que Barbara pode acompanhar meu ritmo de vida.

_Por que você não acompanha o dela? -Marilia estava nervosa.

_Eu até abandonaria minha carreira se ela quisesse, mas acho que ela não gostaria que isso acontecesse. Ela gosta do que eu faço e eu tenho dois irmãos que precisam de mim na banda.

O ambiente naquela sala estava ficando pesado. Marília detestava Isaac, e isso podia ser notado a cada vez que ela dirigia a palavra a ele.

Para alívio de Isaac, a campainha tocou. Ele sorriu, se ajeitou no sofá, e ficou esperando Marília abrir a porta. Quando Barbara viu Isaac, bem ali diante dela, abriu um imenso sorriso e, sem pensar, correu para os braços dele. Os dois começaram a chorar. Isaac apertou Barbara com força e beijou-lhe os lábios por um tempo que pareceu infinito. Fazia meses que não a tocava. Barbara logo entendeu que aquilo era um pedido de desculpas, e claro, aceitou.

Carlos e Marília saíram da sala para deixá-los a sós.

_Não sabia que viria... Meu Deus! Como isso é bom! -soluçava Barbara.

_Que bom que gostou de me ver, quis fazer uma surpresa.

_Você me perdoou... -ela sorriu.

_Era impossível viver sem você.

_Você acredita que eu não tive a intenção de magoá-lo? -perguntou Barbara.

_Sim, eu acredito, já conversei com o Taylor, está tudo bem... Deixe-me fazer perguntas agora. -falou Isaac, olhando para ela. _Você ainda acredita no meu amor?

_Sim. -ela sorriu _E você, acredita no meu?

_Acredito, sempre acreditei, mesmo quando você negava. Ah, Barbara... Eu nunca pensei que fosse amar alguém do jeito que eu te amo.

_Ike...

Ele colocou o dedo nos lábios dela, silenciando-a.

_Preciso de você, Barbara.

Ela afastou-lhe a mão.

_Precisamos um do outro. Eu preciso de você agora muito mais do que eu precisava antes.

Isaac gostou do som daquelas palavras.

_Esqueça o que eu fiz, Ike, o lance dos remédios... Eu estava chateada com você, não queria mais o bebê... pensei até pouco tempo atrás que não queria mais.

_Como assim?

Barbara fechou os olhos e abaixou a cabeça.

_Não sei se devo te contar.

_Chega de mentiras, Barbara, me conte.

_Eu saí hoje cedo com a Sabrina, disposta a tirar esse filho, fui até uma clínica de aborto... já estava deitada na mesa cirúrgica quando desisti.

Isaac fechou os olhos, bufou, e levou as mãos até a cabeça um tanto quanto desesperado.

_Barbara! Como pôde ir até uma clínica de aborto e tentar uma coisa assim? -ele tentou manter a calma.

_Eu não sei. Às vezes fazemos coisas que ninguém sabe explicar. Você estava me desprezando, eu não via sentido em ter esse filho... mas sei lá, deitada naquele lugar, olhando aquele médico que mais parecia um monstro, eu mudei de idéia.

_Não era um monstro, era um assassino!

_Não importa. Eu não fiz o aborto! Eu pensei no quanto eu te amava e ainda te amo. Foi como se uma luz tivesse aparecido. -Barbara voltou a chorar. _Não brigue comigo, por favor.

_Venha cá, meu amor, eu não vou mais brigar com você. Me abrace.

Barbara sentou ao lado dele e o abraçou novamente.

_Me perdoa, Ike? -ela soluçava.

_Sim, mas me prometa que nunca, nunca mais vai tentar uma coisa dessas novamente. Eu estou aqui agora, vou ficar do seu lado.

_Eu prometo. Mas, Ike, eu não sabia que você ia ficar comigo quando eu fui até lá e tentei...

Isaac levou o seu dedo indicador até os lábios dela novamente, silenciando-a.

_Esqueça isso tudo, meu amor. Agora somos nós dois, ou melhor, nós três. -ele tocou a barriga que ainda não mostrava sinal algum de gravidez. Sorriu.

_Eu quero ficar com você e formar a nossa família.

Ela mordeu o lábio.

_Você quer que esse bebê seja menino ou menina?

_Tanto faz, quero apenas que seja forte e sadio, quero vê-lo crescer e estar com ele o tempo todo. Devo admitir que não estava preparado para ter minha própria família aos 19 anos, mas não me importo, quero viver isso com você.

Ela o envolveu com os braços e o beijou com carinho. Entreolharam-se. Ele beijou-lhe as mãos e olhou para uma sacola em cima da mesinha de centro. Estendeu os braços para pegá-la, colocou em seu colo e foi retirando as coisas, uma a uma.

_Chupetas, mamadeiras, roupinhas, sapatinhos...

_Nossa, Ike! Quanta coisa! -disse, pegando um dos sapatinhos. _Ai, que coisa fofa. Foi você que escolheu?

_Tudo para o nosso bebê, e tem muito mais em Tulsa. Ah, eu ainda não te contei: Minha família está morando em Miami por um tempo, nós compramos um apartamento lá e meus pais estão mobilhando.

_E como é que estão os seus pais e irmãos?

_Estão bem. Voltei a falar com o Taylor, como te disse, e Taylor e Isabelle voltaram a ficar juntos também.

_Mudou muita coisa então. E o Zac?

_Zac queria ter vindo, ele está louco para ver a Sabrina, mas não deu para ele vir.

_Ela também quer vê-lo. Ai, Ike, ainda não consigo acreditar que você está mesmo aqui e que tudo está bem.

_Beije-me e você acreditará.

Ela obedeceu.

_Você vai ficar aqui até quando?

_Vou embora segunda, por mim eu ficaria mais tempo, mas tenho uns compromissos agendados.

_Ahhhh, vou te ver tão pouco... -disse, fazendo dengo.

_Voltarei para te buscar.

_Hã?

_Não entendeu?! Voltarei para te buscar e levarei você para morar comigo, não quer ir?

_Ike, isso é tão complicado. Preciso falar com os meus pais, pensar, resolver problemas na faculdade.

_Ah, Barbara, eu não queria ter que viver longe de você.

_Nem eu, vou tentar dar um jeito. Quem sabe daqui a dois meses eu não tenha alguma resposta.

_Dois meses??? Ah, não! Duas semanas!

_Não sei se consigo, duas semanas é pouco tempo. Eu juro que farei o melhor que eu puder e o mais rápido possível, mas não posso te dar nenhuma garantia.

_Sei que você vai comigo. -Isaac estava confiante.

_Onde você vai ficar hoje?

_Num hotel em Copacabana. Eu não fui até lá ainda, preferi passar aqui antes. Cheguei em sua casa do mesmo jeito que saí de Miami. Daqui a pouco vou até o hotel tomar um banho.

_Ahhhhh.-ela reclamou.

_Calma, se você quiser eu volto para ficarmos juntos, ou se preferir você pode ir comigo para lá.

_Prefiro ir com você, pelo menos desse jeito meus pais não vão ficar nos controlando.

_Você que sabe. Ah, já ia me esquecendo: Trouxe barras de chocolate para você.

_Nossa! Quantas!!! Você quer que eu engorde? Já não basta a barrigona que eu vou carregar? -ela riu.

_Você precisa comer, e eu sei que você não nega um bom chocolate. Nosso filhinho vai ser viciado em chocolate também. Aposto!

Barbara olhou para ele com os olhos brilhando, o rosto iluminado pelo sorriso que não sumia de seus lábios.

_Eu ainda não acredito que você está aqui e que me perdoou.

_Toque-me, estou aqui. -disse levando a mão dela até o seu rosto.

_Quer ir para o hotel agora?

_Pode ser. Espere aqui. Vou dizer aos meus pais que vou com você.

Barbara foi até o quarto dos pais avisar que ia sair com Isaac, mas sua mãe não a deixou ir, foi totalmente contra. Barbara ficou revoltada com a atitude ridícula da mãe, mas não quis fazer escândalo. Voltou para a sala, sem discutir, apenas chateada.

_Não posso ir.

_Como não? Por quê? -Isaac percebeu a decepção de Barbara.

_Minha mãe não quer que eu vá.

_Mas você tem 21 anos.

_Mas as coisas não funcionam como você pensa, ter 21 não significa muita coisa. Eu não discuti para não arrumar confusão. Faz assim: Vá para o hotel e passe aqui à noite. Sairemos juntos para jantar e depois eu juro que fico com você o resto da noite. Eu fujo. -Barbara sorriu.

_Fugir?

_É, isso mesmo.

_Tudo bem, voltarei mais tarde.

À noite, como o prometido, Isaac voltou. Estava lindo em seu traje esporte fino. Em uma das mãos segurava um vistoso buquê de rosas vermelhas.

_Isso é para você. -disse entregando-lhe as flores.

_São lindas... Obrigada. -ela o beijou.

_De nada. E então, está pronta? Creio que sim. -disse observando-a dentro de um vestindinho branco de cetim e renda. -Está linda.

_Você também está. A propósito, aonde vamos? Sugiro um restaurante lá mesmo em Copacabana. É um pouco caro, mas como é você quem vai pagar a conta...

Isaac riu.

_É claro que vou pagar. Vai, vamos logo para esse restaurante, estou morrendo de fome.

Em Miami, Isabelle arrumava suas coisas para deixar o quarto que dividia com April. Tinha conseguido uma transferência para outro quarto e deveria mudar ainda naquela noite. Não era obrigada a sair tão rápido, mas ela não aguentaria conviver com April nem mais um dia. Tinham discutido novamente no dia anterior, e pelo andamento das coisas, as duas iam acabar se machucando se continuassem juntas.

A família Hanson estava trabalhando unida para arrumar o apartamento. Quase tudo já estava no lugar, mas faltava ainda alguns pequenos detalhes.

_Acho que semana que vem terminamos tudo. -falou Diana, cansada.

_Tomara que sim. Faremos um jantar para comemorar. -disse Walker.

_Não sei por que comemorar se ninguém vai realmente morar aqui. -comentou Taylor.

_Essa é a nossa nova casa, Taylor. Não vamos morar aqui, mas com certeza vamos ter bons momentos nesse lugar. Além de tudo, Isabelle está morando em Miami e eu sei que você vai querer vir sempre aqui, não é? -disse Walker que acabara de sentar no chão.

_É verdade. Nesse caso, devemos mesmo celebrar.

_Meninos, acabamos por hoje, melhor irem tomar banho. Vou começar a preparar o jantar.

_Ok, mãe. -disse Zac. _O banheiro é meu primeiro!

_Não vou discutir com você, Zac, temos muitos banheiros nesse apartamento. -falou Taylor, rindo da cara do irmão. _Não adianta ficar disputando vaga no banheiro.

Diana, que estava escutando a conversa dos dois, disse:

_Adianta sim, Tay, apenas o chuveiro do banheiro de vocês está funcionando. Os outros precisam de alguns ajustes.

_Droga!

Taylor saiu correndo para pegar o banheiro primeiro, e Zac foi atrás, disputando o espaço. Taylor, porém, chegou antes, fechando a porta na cara do irmão.

_Não adinta, Zac, eu vou ser sempre o mais esperto e o mais rápido. -gritou de dentro do banheiro. _Eu sou uma raposa!

_Isso não é justo, eu pedi primeiro. Abra a porta!

_Ah, Zac, espere até o fim do meu banho!

_Não! Abra logo! Eu juro que deixo você tomar banho primeiro, eu só quero conversar com você.

_No banheiro? Deixe-me tomar banho em paz! -disse Taylor, rindo.

Zac, do lado de fora, escutou o barulho da água que começara a cair do chuveiro.

_Abra, Tay, o assunto é sério!

Taylor abriu a porta pelado e depois entrou no box. Zac ficou sentado no vaso sanitário.

_Fale, Zac, abri a porta para te escutar.

_Taylor, quando você ficou aquele tempo todo longe da Isabelle, você sentiu uma vontade muito grande de transar com ela? Uma vontade incontrolável?

_Por que quer saber?

_Responde, depois eu te explico.

_Senti vontade, claro, mas não era uma coisa exagerada. Eu estava com muitos problemas na cabeça para ficar o tempo todo pensando nisso.

_Mas se você não tivesse tido problemas, você pensaria?

_Sim, pensaria.

_É que eu tenho pensado muito na Sabrina, eu estou com muita vontade de vê-la, e de transar com ela de novo. Pode parecer doente o que eu vou falar, mas eu não estou mais aguentando. O papai não conseguiu passagens para mim, e agora eu nao sei quando vou encontrá-la.

_Espere, Zac, tudo tem hora certa. Controle-se. Quanto mais ansiedade tiver na jogada, mas vai demorar para acontecer. E quer saber: Acho que até lá não tem nada de mais você se masturbar para aliviar a tensão.

_Aiiiiii. -ele ficou vermelho.

_Você vai ficar prendendo a vontade? Ok, problema seu.

Jessica, suada por ficar ajudando na arrumação da casa, louca por um banho, aproximou-se do banheiro e ouviu o barulho da água caindo. Escutou vozes que com certeza eram de Zac e Taylor. Muito curiosa, ficou quietinha ali, prestando atenção na conversa deles:

_Mas, Taylor...

_O que tem, Zac? Já te disse, não há nada de errado em se masturbar de vez em quando.

_Eu sei que não é errado, já fiz isso muitas vezes, mas sei lá... Agora é diferente, tenho a Sabrina.

Jessica arregalou os olhos, espantada com o teor da conversa dos irmãos, mas continuou lá para escutar mais.

_Não tem nada demais você estar namorando, eu me masturbei várias vezes pensando na Isabelle, e ela também deve ter feito isso. Aliás, a Sabrina deve estar fazendo o mesmo pensando em você.

_Não! -Zac protestou.

_Como não?!? Zac, ela também tem os desejos dela.

Jessica franziu a testa, tinha dúvidas em sua cabeça.

Zac e Taylor continuaram:

_Aliás, foi uma ótima idéia colocar essa mini televisão no banheiro... espero que pegue o Canal Playboy. -falou Taylor, rindo. _Podemos usar como inspiração.

_Espera aí, Tay, você disse que pensava em Isabelle, se fizer isso vendo filme pornô, a coisa muda.

_Ah, me poupe, Zac!

Zac ficou pensativo.

_É, tem razão. Filmes pornôs geralmente têm mulheres se beijando, transando. Adoro ver lésbicas!

_Todos nós gostamos... Mas olha, pense sempre em Sabrina. Ela não ia gostar de saber que você têm desejo sexuais com lésbicas.

Jessica parecia estar bastante interessada na conversa, afinal, já não era mais nenhuma criancinha. Sabia direitinho sobre o que os irmãos estavam conversando. Ela sabia que eles mantinham relações sexuais com as namoradas. Achava que Zac e Sabrina eram novos demais, mas quem era ela para achar alguma coisa? Fez cálculos rápidos e viu que Sabrina tinha a idade dela quando começou a ter relações sexuais.

Diana apareceu e viu Jessica parada na porta do banheiro. A menina gelou.

_Jessica, está esperando seus irmãos saírem daí?

_Estou, mãe. -disse, sem graça.

_Avery está te chamando lá na sala.

_Diz a ela que eu não estou a fim de ir. Depois eu vou. -falou rápido, expulsando Diana. Queria continuar escutando a conversa.

Diana saiu dali, e então Jessica, roendo as unhas, voltou a prestar atenção em Taylor e Zac. A conversa entre os irmãos estava esquentando.

_Você vai ver a Isabelle hoje?

_Não, ela está arrumando as coisas para mudar de quarto, acho que vai ter um quarto só para ela.

_É isso que você quer, não é?

Taylor desligou o chuveiro, saiu do box molhado, e puxou a toalha para se enxugar:

_Claro, vamos ter privacidade.

_Hmmmmm... sei. -disse Zac, despindo-se para entrar no banho.

_Quem me dera ter um quarto só pra mim e para a Sabrina.

_Como é a Sabrina na cama? -perguntou Taylor, sendo cara-de-pau.

Jessica, do lado de fora, começou a rir. Colocou a mão na boca, a fim de abafar o riso, e permaneceu no mesmo lugar.

_Qual é Taylor? Está querendo saber da Bina, por que, hein? -perguntou, desconfiado.

_Nada, ora, sei lá. Curiosidade. Sabrina é tão nova, deve ser estranho.

_Estranho nada, ela é quentíssima. Hmmmmm... aquela bundinha, aqueles seios... -disse Zac, apalpando o ar, nu e com cara de tarado. _Hmmmm, que gostosa! E tira o olho, hein!

_Eu não quero ela, tenho Isabelle. Ela é demais, quando ela me... -Taylor ficou vermelho. _Quando ela me... ai... eu vou a loucura.

_Que baixo, Taylor!

Zac olhou para Taylor e viu que o pênis dele estava ligeiramente enrijecido.

_Calma, Tay, não precisa ficar excitado. -ele sacaneou. _Mas para você ter ficado de pau duro, é porque ela deve ser boa mesmo!

_E você tava me manjando???

Jessica estava escandalizada com o papo deles, porém, continuou lá.

_Olha o respeito, hein, Zac. E veja bem como fala da Isabelle, ela é uma boa menina.

_Sim, ela é realmente boa. -disse Zac, enfatizando o boa, sacaneando o irmão.

_Cale a boca, Zac, eu vou sair do banheiro e me arrumar no quarto. Seus hormônios estão muito alterados. Você precisa descarregar sua energia... vou te deixar sozinho aqui no banheiro. Do jeito que você está, vai acabar tendo sonhos eróticos com uma de nossas irmãzinhas!

_Cale a boca, Tay!!! -gritou Zac, puto. _Só fala merda!

Taylor, com a toalha enrolada na cintura, abriu a porta do banheiro. Sem tempo para sair dali, Jessica foi pega por Taylor em flagrante. Colocando o cabelo para trás da orelha, ela disse, sem graça:

_Estava esperando para tomar banho.

_Há quanto tempo que você está aqui? -perguntou, preocupado.

_Tempo suficiente para escutar tudo o que vocês dois, tarados, conversaram no banheiro! -disse, com raiva no olhar.

_Jessica, venha comigo. Vou me vestir e conversar com você.

Taylor pegou a irmã pelas mãos e a levou para dentro do quarto. Pediu para que ela sentasse na cadeira da escrivaninha e olhasse para o outro lado enquanto ele estivesse se vestindo. Jessica obedeceu. Depois de alguns minutos, já vestido, Taylor disse que ela podia virar. Jessica ficou observando Taylor enxugar o cabelo, e perguntou:

_O que você quer falar comigo? -ela estava com os braços cruzados, encarando-o com frieza.

_Quero que primeiro me responda uma coisa: Mamãe já te explicou de onde vêm os bebês?

Jessica ficou vermelha. Taylor ficou se perguntando se aquela pergunta não tinha sido um tanto imbecil.

_Claro que sei de onde vêm os bebês. Saem do útero! E antes que você me chame de burra, vou logo dizendo que sei o que tem que acontecer antes para que os bebês possam nascer! Sexo!

Taylor ficou sem graça novamente. E Jessica continuou:

_Eu não sou idiota, já estou bem grandinha, e não é difícil saber dessas coisas vivendo nessa casa. Já escutei mamãe e papai transando, já sei que Barbara está grávida porque transou com o Isaac, e sei que você e o Zac também transam!

_Você sabe o que tem que acontecer com uma mulher para que ela possa ficar grávida?

_Sua pergunta foi muito mal formulada, mas sei que precisa ter ficado menstruada!

_Isso mesmo. -disse Taylor, tentando educar a irmã. _A mamãe já conversou com você sobre isso?

_Já. Que humilhante! Detesto ter que falar sobre isso com você. Parece que você está fazendo de propósito, só para me irritar. Odiei ver toda a família me parabenizando por causa da primeira menstruação. Que saco!

_Tá bom, vá brincar com Avery! -disse, liberando a irmã daquele papo.

_Ahhh, mas que saco! Não quero ir brincar com a Avery! A Avery é muito boba às vezes... Quero te fazer mais uma pergunta.

_Pode fazer. -disse Taylor, achando que seria fácil responder.

E lá veio a bomba:

_Me explica direito esse negócio de masturbação.

Taylor gelou. Sabia que se ela estava perguntando aquilo é porque tinha escutado a conversa inteira entre ele e Zac. Ficou sem saber o que fazer e o que falar. Ainda era muito cedo para conversar sobre isso com a irmã.

_Bem... quando um homem e uma mulher transam... -ele bufou. _Ah, Jessie, tem certeza que você quer saber?

_Tenho.

_Esquece isso, vai, quando você for mais velha e tiver um namorado, você saberá.

_Vou ter que esperar muito então. -Jessica ficou decepcionada. _Mas e a Sabrina, ela não era tão velha quando começou a transar com o Zac. Eu ouvi você dizendo para o Zac que ela deve se masturbar também.

Taylor estava com a cabeça confusa, talvez mais do que a de Jessica.

_Mas o caso da Sabrina é diferente.

_Por que é diferente?

_Porque é.

_"Porque é" não é resposta.

_Jessica, eu já te expliquei muito por hoje, vamos deixar o resto para uma outra ocasião.

_Mas, Taylor... eu queria falar mais.

_O que, Jessie? -estava quase sem paciência.

_Como exatamente se faz essa coisa?

Taylor arregalou os olhos:

_Hã??? Jessie, você não quer mesmo saber, quer?

Jessica fez que sim com a cabeça.

_Bem...

Taylor não sabia se devia explicar detalhes para sua irmãzinha de 11 anos. Ela estava começando a despertar para esses assuntos, mas ainda era muito cedo. Taylor foi salvo daquela situação quando Walker apareceu no quarto, chamando Taylor para ajudá-lo a colocar a mesa para o jantar.

_Estou indo, pai, me espere lá, eu já vou.

Walker deixou o quarto e Taylor deu sua última palavra para Jessica:

_Você ainda é muito nova, mais tarde eu te explico essas coisas.

Taylor saiu do quarto, e Jessica ficou sozinha, com a cara emburrada. Não estava satisfeita com a explicação dada por Taylor. E esse negócio de que ela era jovem demais, não a convencia, Zac e Sabrina tinham a idade dela quando começaram a transar. Esse era o exemplo que ela tinha, e se eles podiam, ela também tinha direito de, pelo menos, saber como funcionavam as coisas.

Avery entrou no quarto com uma Barbie em cada mão. Estendeu uma delas na direção de Jessica e a chamou para brincar. Jessica pegou a Barbie e arremessou longe.

_Não quero brincar com essa merda! -ela gritou.

No Brasil, Barbara e Isaac estavam terminando de jantar quando uma adolescente que estava sentada numa mesa próxima a deles, se aproximou e foi falar com os dois.

_Oi, desculpe incomodar. -falou sem graça. _Não pude deixar de notar a presença de vocês aqui. Isaac, você poderia me dar um autógrafo?

_Será um prazer. -disse, sendo simpático.

A menina deu uma caneta e um pedaço de papel para Isaac, e enquanto ele autografava, ela comentou:

_Pensei que não estivesse mais namorando.

_Estou. Você deve ter visto o Late Show... Veja, eu ainda estou namorando, essa é minha namorada, Barbara.

Barbara sorriu sem graça para a menina.

_Taylor e Zac estão aqui?

_Na verdade esse é um jantar muito especial para mim e para a Barbara. -disse, tentando não soar agressivo.

A menina ficou sem graça mesmo assim.

_Ah, desculpe, eu devo estar atrapalhando. Já estou indo. Sucesso para você, Ike, espero que fiquem juntos, vocês formam um belo casal.

A fã os deixou em paz, finalmente.

_Essa menina foi simpática, não é?

_Muito, e não me pareceu falsa... Barbara, você vai comigo para o hotel depois do jantar?

_Acho melhor não, minha mãe não gostou de eu ter saído. É melhor eu voltar para casa, amanhã nos veremos novamente.

_Você que sabe, mas também já sabe a minha opinião sobre o controle que sua mãe exerce sobre você. Eu vou pedir a conta.

Barbara voltou para casa acompanhada de Isaac, e os dois combinaram outro encontro para o dia seguinte. Isaac estava muito feliz, como há muito tempo não ficava.

Ao chegar no hotel, Isaac ligou para Miami. Telefonou na hora que eles estavam jantando. Foi Walker que atendeu:

_Ike? Pensei que não ia ligar mais. Você devia ter ligado mais cedo, para avisar que tinha chegado.

_Desculpa, pai, não fique bravo, estou no hotel e não estou em perigo.

_E como foi? Falou com a Barbara?

_Deu tudo certo, não se preocupe. Avise para a mamãe que estou bem, e mande um beijo para todos. -disse, se despedindo.

_Espere, Ike, não desligue, me conte mais coisas, como foi a reação dela?

_Não há mais nada para contar. Está tudo bem. E aí?

_Estamos jantando. Já falei com seus irmãos; vamos para Los Angeles fazer aquele programa de rádio, e além disso, vocês vão aparecer no Tonight Show.

_Tonight Show? Sério?

_Sério. Nós não íamos, mas já que surgiu a oportunidade... Você sabe, Ike, vocês precisam aparecer mais na mídia, se expor mais. Aliás, você ter dito no Late Show que não estava mais namorando, aumentou as vendas do cd.

_Pai, você não está sugerindo que eu diga que ainda estou sozinho, está? -perguntou, puto.

_Bem...

_Eu não vou dizer isso, vou dizer a verdade, e tem mais: Vou levar Barbara comigo para Los Angeles! -falou sem pensar.

_Ike!

_Desculpa, pai, mas eu amo a Barbara, não vou mentir num programa de tv novamente. Vamos arrumar outro jeito de subir com as vendas, talvez com um novo cd... mas falaremos sobre isso outra hora.

_Tchau, Isaac, se cuide.

Walker balançou a cabeça, desanimado com a decisão de Isaac. Voltou para a mesa do jantar e viu todos olhando para ele, esperando alguma palavra.

_Ike mandou um beijo para todos vocês.

_Ele ficou puto com a sua insinuação de negar Barbara para o mundo, não foi? -perguntou Taylor, desafiando-o.

_Sim, ele não aceitou.

_Eu avisei, pai, Ike é um eterno apaixonado, ele jamais aceitaria a sua proposta.

_Ok ok ok, Fique quieto, Taylor! -Walker alterou a voz.

_O que há de errado em não querer mentir??? -Taylor também se alterou.

_A venda do cd aumentou quando ele disse sobre o fim do namoro, se ele desmentir isso agora, vai tudo por água abaixo!

_Eu também não aceitaria mentir, isso é errado! E quanto às vendas, arrumamos outro jeito. Pai, esse cd é uma merda, não adianta querer esconder isso, nada vai mudar essa situação! -Taylor aumentou a voz de vez, estava praticamente gritando.

_Se esse cd é uma merda, a culpa é sua e do Isaac, que ficaram brigados durante 2 meses! Aliás, tudo começou a piorar depois que aquelas meninas entraram na vida de vocês!

_Nós a amamos! E não fale assim delas!!! -Taylor socou a mesa e levantou bruscamente. _E pai, eu não ligo se o cd não vende bem. Sabe por quê? Porque sou eu que canto, sou eu que toco. Se ganhamos dinheiro com a nossa música, isso é uma coisa minha, do Zac e do Isaac. Você não tem nada a ver com isso! Nós somos os responsáveis por tudo. Aprenda a aceitar isso! E mais: Aprenda a aceitar que amamos aquelas garotas e colocamos elas na frente de tudo.

Taylor deixou a mesa puto e foi para o seu quarto. Bateu a porta.

Na mesa, o resto da família estava muda, assustados com o que tinham presenciado. Zoe começou a chorar, quebrando o silêncio. Walker socou a parede, e depois se jogou no sofá, totalmente nervoso. Tremia e suava frio. Avery e Jessica, antes que sobrasse pra elas, começaram a tirar a mesa, e levaram Mackenzie para a cozinha.

Zac foi falar com Taylor. Abriu a porta do quarto e sentou na sua cama, que ficava ao lado da do irmão. Taylor estava tremendo, como o pai.

_Fique calmo, Tay, sabemos que o papai está errado. Ele nunca vai entender isso. Esse cd remix é ruim mesmo, só nos trouxe problemas... Vamos gravar outro e acabar com isso.

_Não é isso o que me irrita. Eu não gosto quando ele fala das nossas namoradas daquele jeito depreciativo. Não gosto e nunca vou gostar. Já era hora do papai aceitar a presença delas, mas ele não aceita, apenas as suporta. Eu sei disso. Agora me responda: Por que ele não gosta delas? Por quê? -Taylor aumentou a voz.

_Eu não sei. Ele estava acostumado com a nossa dedicação apenas para a música, e agora ele tem que conviver com a nossa decisão de nos dedicar à outras coisas... como nossas namoradas, por exemplo.

_Mas eu fico puto com isso. Por que a mamãe consegue aceitar e ele não?

_Como vou saber, Tay? O papai gosta muito da gente, ele ficou assim não sei por que. Depois do fracasso desse cd remix, ele ficou meio nervoso. Ele liga muito para o nosso sucesso, não quer nos ver por baixo.

_Zac, ele só liga para o dinheiro. Eu odeio isso! Já estamos ricos o bastante, não tem a menor necessidade de ficarmos nos estressando por causa de dinheiro.

_Talvez não seja só isso. Ele não quer aceitar que nós estamos crescendo. Só que ele tem que entender que a partir de agora vamos tomar nossas próprias decisões. Se não quisermos gravar um novo cd, o problema é nosso.

_Não é tão nosso assim. A gravadora vai querer que a gente grave outro. Temos um contrato.

_Decidimos isso depois. Temos que esperar o Isaac voltar. Ele não ia ter gostado nadinha de participar da discussão de hoje.

_Papai só não discutiu com o Isaac no telefone porque ele devia estar tão feliz com a Barbara que não deu atenção a nada que o papai estava falando. Ai, Zac, são tantos os problemas. Nunca pensei que a minha vida fosse mudar tanto assim. Depois que começamos a namorar, tudo mudou.

_É, muita coisa mudou. -Zac suspirou.

_Faz 1 ano que conhecemos essas meninas, elas fazem parte da gente agora. Às vezes acho que o papai pensa que é só sexo.

_Ele está errado se pensa assim. Tudo bem que estou subindo pelas paredes, mas não é só isso. Eu amo a Sabrina.

_Todos nós amamos nossas namoradas. Veja, Ike vai ser pai daqui a 7 meses.

_Aliás, eu acho que ele vai contar isso para o mundo todo. Hmmm... -Zac não gostou da idéia. _Papai vai ficar puto!

_Zac, escute o que eu estou dizendo: Dane-se o papai! Não deixe de fazer ou falar o que você quer por causa dele. Temos que respeitá-lo como pai, mas na nossa carreira somos nós que fazemos as escolhas. Eu não vou mais baixar minha cabeça para ele! Chega!

_Parece que você está mesmo puto.

_Cansei, Zac! Qual é o problema do Ike querer dizer a verdade na tv?

_Nenhum. Bem, mas se ele decidir contar sobre a traição e sobre os lugares esquisitos que você escolhe para transar, aí sim vamos ter problemas. -Zac riu.

_Isso é sério, Zac!

_Eu estou sendo sério. -Ele riu de novo. _Ok. Vamos mudar de assunto.

Zac deitou na cama, todo espalhado, com as mãos debaixo da cabeça. Olhou para o teto e disse, sorrindo:

_Eu não me controlei e expulsei um pouco da energia presa em mim! -ele gargalhou.

_Zac, você não precisava contar isso para mim! -disse Taylor, vermelho de tanto rir. _Eu não quero saber da sua vida íntima. Inclusive, temos que tomar cuidado ao conversarmos sobre isso. Àquela hora no banheiro, Jessica escutou toda a nossa conversa.

_Sério?!? -Zac levantou.

_Seríssimo! Eu a trouxe para cá e conversei com ela. Falei de coisas como gravidez e tal... Sabe o que ela me perguntou?

_O quê?

_Ela quis saber o que era masturbação, e como se fazia?

_Ai, não! -Zac levou a mão até a testa e deitou novamente. _O que você disse? -perguntou deitado, apoiado no cotovelo.

_Bem, eu não falei coisa alguma, eu enrolei. É muito cedo para ela saber!

_É verdade, mas a Sabrina já sabia direitinho.

_Zac, a Sabrina era muito mais evoluída do que você mesmo! -Taylor riu. _Agora eu me pergunto: Com quem a Jessica aprendeu sobre essas coisas?

_Provavelmente escutando a nossa conversa. -Zac riu. _Putz, que mancada! Isso se ela já não viu ou escutou um de nós transando.

_Ela escutou o papai e a mamãe... Deus do céu! Precisamos comprar umas bonecas para ela. É muito cedo para ela pensar nessas coisas, Jessica não pode ter a Sabrina como referência.

_Mas pode ter certeza que ela tem! Você vai conversar com ela de novo?

_Se ela tocar no assunto, verei o que posso fazer, mas acho que ela deveria conversar com a mamãe.

_Tay, se ela for falar com a mamãe sobre masturbação, ela e nós dois vamos ficar de castigo por mais de um ano. Deixa pra lá, Jessica vai esquecer isso logo logo. Ela é muito bobinha, deve estar apenas curiosa.

_Ela estava muito curiosa! -ele frisou o muito. _Você precisava ver a cara dela.

_Eu não! Que constrangedor! Agora ela sabe que nós nos masturbamos.

_Não é muito diferente do que ela já sabia antes. Ela sabe que transamos, ainda mais agora que o Ike vai ser pai.

_Tudo bem, Tay, mas uma coisa é ela saber que o Ike, o mais velho, faz esse tipo de coisa. Outra coisa completamente diferente, é ela saber que eu faço isso! Ela vai começar achar que é normal e vai querer fazer também. -Zac estava preocupado.

_Não, Zac, ela está só entrando na pré-adolescência, é normal fazer esse tipo de pergunta. E mesmo que ela comece achar isso normal e queira fazer, não vai ter ninguém para fazer isso com ela. Ela é uma criança!

_Justamente porque ela não vai ter ninguém é que deve ter te perguntado sobre masturbação. -ele riu.

_Zac, cala a boca! Ela é uma criança, nunca foi a fim de alguém, ela não pensa nessas coisas. Vamos esquecer a Jessica. Ligue a tv e vamos ver alguma coisa.

_Que tal um filme pornô?

_Não, Zac, vamos ver algo decente. Nada de filmes pornôs!

_Ok, papai Walker! -Zac brincou.

_Papai Walker é a sua mãe! -Taylor ficou puto com a comparação entre ele e o pai.

_Não, mamãe é Diana, Papai Walker é o papai!!!

_Aiiii! Você é mongol! Ligue logo a tv!

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